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Archive for novembro \30\UTC 2009

O protagonista do caso

Ronald Levinsohn

Ronald Levinsohn era dono da Delfin crédito imobiliário quando o escândalo  veio à tona, em 1982. Antes da quebra a empresa tinha cerca de 4 milhões de correntistas e estava entre as grandes potências do país.

Em 1991, o empresário fechou um acordo com o Banco Central que o permitia levar o que havia sobrado da Delfin, aproximadamente 300 milhões, e pagar a dívida em 13 anos com dois anos de carência. O empresário não pagou nenhuma parte do previsto. O valor da dívida já é maior que um 1 bilhão, embora o empresário só admita 180 milhões desse montante.

A quebra da Delfin pode ter deixado a imagem do empresário marcada, mas não abalou seu potencial financeiro. Atualmente ele possui a um das maiores empresas de ensino superior particular do país, a UniverCidade e continua com grande influência no meio empresarial. Tal mancha na imagem pode ter aumentado a reclusão de Lehvinsohn que mora em uma mansão no bairro Gávea, Rio de Janeiro.

Em 16 de março de 2006 o Supremo Tribunal de Justiça reconheceu como justo e apropriado o pagamento com os dois imóveis em questão da dívida da Delfin com o BNH, fechando assim, perante os olhos da justiça, o caso Delfin.

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Slide-show com breve histórico de José Carlos de Assis:

Em, EXTRAS, veja um vídeo com recente aparição de José Carlos de Assis em um programa sobre a crise mundial, no qual ele fala como o economista.

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No final de 1982 veio à tona uma reportagem-denúncia do jornalista José Carlos de Assis expondo a quitação da dívida da empresa Delfin com o Banco Nacional de Habitação, BNH. O Grupo Delfin era a maior empresa privada de crédito imobiliário da época, porém possuía elevados endividamentos junto ao BNH. No ano de 1982, um acordo previa a entrega de dois terrenos como forma de saldar os Cr$60bi devidos. No entanto, os terrenos valiam Cr$9bi, cerca de um sexto da dívida.

A matéria, ao expor a operação sigilosa, causou uma corrida de Ronald Levinsohn, dono da Delfin, para mobilizar seus contatos influentes e conseguir, mesmo assim, a consolidação do acordo. Além disso, como entre esses contatos estavam figuras importantes da mídia, tentou conter a divulgação do escândalo. A reportagem foi publicada no dia 30 de dezembro de 1982 e vinte dias depois acabou levando à falência o grupo Delfin pela retirada de fundos realizada pelos seus clientes.  A clientela, da classe média em sua grande maioria, que possuía caderneta de poupança no Grupo assustou-se com a possibilidade de um desfalque e, imediatamente, sacou seu dinheiro.

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